A modelagem acústica ocupacional é uma tendência mundial para a gestão dos agentes de risco. Alguns chamam de mapa de ruído onde temos dois enquadramentos: mapas ambientais e  ocupacionais. Os mapas de ruído e de outros agente de risco ocupacionais entram no contexto do do eSocial (clique aqui).


Como destaque da integração das áreas nas questões ocupacionais, destacamos o eSocial e os recentes termos de ajuste de conduta no MTE e do INSS. Entre as exigências dos diversos Termos de Ajustamento de Conduta firmados recentemente estão: vedação ao estabelecimento de ações genéricas; efetiva antecipação e reconhecimento da totalidade dos riscos existentes no meio ambiente de trabalho; necessidade de avaliação periódica dos instrumentos/equipamentos de medição utilizados para a elaboração de programas de prevenção a riscos ambientais através de instituições/laboratórios acreditados pelo INMETRO; adoção de equipamentos de proteção individual (EPI) apenas quando comprovado a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva, ou quando estas não forem suficientes ou se encontrarem em fase de estudo, planejamento ou implantação, ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial; e necessidade de fundamentação formalizada nos casos de sugestão de adoção de equipamentos de proteção individual (EPI) em detrimento dos equipamentos de proteção coletiva (EPC).


Nesse contexto, as empresas devem investir em gestão dos risco e treinamentos constantes dos membros na área de SST e ambiental de forma a manterem-se capacitados e atualizados. Com a informação e o conhecimento orientando adequadamente sobre necessidades, as questões normativas e legais que devem ser atendidas. 


Muitas empresas contratam serviços de medições ambientais para quantificação de risco e emissão de laudos realizados por higienistas e técnicos de segurança do trabalho, um equivoco grave, onde o profissional legalmente habilitado são os Engenheiros de Segurança do Trabalho e Médicos do Trabalho capacitados na área, com destaque as Normas Técnicas da Engenharia, portanto, de responsabilidade do Engenheiro de SST assim como os Médicos do Trabalho nas normas de quantificações e análises biológicas; claramente destacado na NR-9 dentre outras NR(s) e nas IN, Instruções Normativas do INSS e definições de Normas Técnicas.