OUTRAS ATIVIDADES QUE UTILIZAM FONE DE OUVIDO OU HEAD-SET

As questões envolvidas na prevenção e controle de risco são intensificadas nos países de primeiro mundo, cuja política das empresas está diretamente ligada a preservação da saúde e o bem estar dos colaboradores. Nestes países onde a produtividade e o absenteísmo são considerados questões fundamentais que impactam na competitividade e sobrevivência das empresas, as medições ambientais e estudos de exposição fazem parte do dia a dia. Neste contexto as atividades que utilizam fones de ouvido merecem um especial destaque, pois são consideradas de alto risco se não estudas e controladas adequadamente. 


Nesta seção destacamos outras atividades que merecem um monitoramento periódico com as mesmas técnicas de medição utilizadas no Teleatendimento. Dentre as mais relevantes destacamos:


  • Pilotos de aeronaves;
  • Operadores de rádio e de comunicadores;
  • Atividades de rádio e televisão;
  • Atividades de manutenção com escutas com Estetoscópios Especiais para avaliação da integridade de máquinas;
  • Atividades que utilizam abafadores com comunicadores;
  • Atividades de teste de linhas telefônicas;
  • Profissionais da área de música e entretenimento que utilizam fones de ouvido como retorno e comunicação;
  • Militares e atividades com tiros e explosões;
  • Profissionais da área automobilística;
  • Maquinistas.


Além disso tudo, alertamos que a atenuação fornecida pelos EPI(s) do tipo abafador de ruído e similares só podem ser aplicadas para ruídos contínuos ou intermitentes devido as normas de ensaio envolvida com o CA (Certificado de Aprovação). Então, a técnica de medição com cabeça artificial deve ser utilizada para avaliação in loco a atenuação dos EPI(s) quando utilizados em atividades que expõem os trabalhadores a ruído de impacto. O método, que também segue a ISO 11904, é muito simples, eficaz e confiável. Sempre sugerido nos ambientes onde existem ruídos de impacto, visto não haver qualquer respaldo técnico ou legal na utilização das atenuações estabelecidas pelos NRsf ou NRR ou por frequência de oitavas que foram obtidos em laboratório que aplicam métodos para ruído contínuo ou intermitente. Inclusive alguns fornecedores alertam par este fato.


Para a obtenção da atenuação de forma confiável, basta realizar de três a quatro amostragens no ambiente durante as operações com o sistema de medição com cabeça artificial, onde haverá dois ciclos de coleta de dados: com o ouvido aberto e com ouvido fechado, isto é, na atividade com e sem o EPI. A diferença será a atenuação efetiva na condição de ruído de impacto. E servirá apenas para o local.


Também destacamos as atividades que utilizam EPI com comunicadores internos que não possuem o CA exigido pelo Mistério do Trabalho e Emprego. Neste caso basta realizar as medições como nas atividades de Teleatendimento, utilizando os dois ouvidos da cabeça tampados com o EPI com comunicador, abrindo o canal simultâneo entre o operador e a cabeça para obter a mesma exposição ao agente físico ruído durante a atividade, sem necessidade do CA, pois está sendo monitorado a exposição real com todos os aparatos necessário para a atividade.


Destacamos um Guia Europeu para a questão do ruído ocupacional e ambiental: